Mais exercício e menos remédio
19/7/2010
Por Fabio Reynol
Agência FAPESP – Um estudo verificou que mulheres acima de 60 anos que praticam 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas, como caminhadas, consomem menos remédios em comparação às que não têm o mesmo hábito.
A conclusão é de Leonardo José da Silva, no trabalho de mestrado “Relação entre nível de atividade física, aptidão física e capacidade funcional em idosos usuários do programa de saúde da família”, realizado na Universidade Federal de São Paulo com Bolsa da FAPESP.
Silva acompanhou 271 mulheres com idade acima de 60 anos que participaram do Programa de Saúde da Família, organizado pela Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.
As participantes que cumpriram um programa de exercícios variados de no mínimo 150 minutos semanais apresentaram consumo de medicamentos 34% menor em comparação às mais sedentárias.
“Esse tempo mínimo de exercícios de 2,5 horas semanais é preconizado pela American Heart Association e pelo American College of Sports Medicine”, disse Silva à Agência FAPESP. Com menos de 10 minutos semanais de atividade física o indivíduo é considerado sedentário e entre 10 minutos e 150 minutos de exercícios por semana ele é categorizado como insuficientemente ativo.
Os resultados do estudo de Silva foram apresentados em maio no 3th International Congress Physical Activity and Public Health realizado em Toronto, no Canadá.
Silva contou com uma parceria entre a Unifesp e o Centro de Estudos de Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Guiomar Silva Lopes, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp e orientadora de Silva, considera o programa oferecido pela cidade paulista aos idosos uma valiosa fonte de pesquisa. “Trata-se de uma população pequena e estável, o que facilita o acompanhamento dos participantes durante prazos mais longos”, disse.
As atividades físicas disponibilizadas incluem caminhadas, exercícios de aprimoramento de força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica. Há também visitas domiciliares feitas por agentes de saúde, nas quais os idosos são incentivados a praticar atividades físicas frequentes, como ir ao mercado ou fazer um passeio a pé.
O consumo de remédios das participantes da pesquisa foi avaliado por meio do cadastro da Secretaria Municipal da Saúde de São Caetano do Sul. Na base de dados estão registradas informações relevantes sobre todos os participantes do Programa de Saúde da Família, incluindo os medicamentos consumidos regularmente.
Economia de medicamentos
Segundo Guiomar, os resultados do estudo poderão subsidiar políticas públicas que incentivem a atividade física visando à prevenção e controle das doenças crônicas associadas ao envelhecimento, reduzindo despesas com medicações e internações.
“Podemos perceber a importância desse estudo ao constatar que o idoso consome, no mínimo, cinco medicamentos associados a doenças ligadas ao envelhecimento”, disse a orientadora.
A relação causa e efeito entre atividade física e consumo de medicamentos ainda está sendo estudada. A redução dos níveis de pressão arterial proporcionada pela atividade física é uma das hipóteses levantadas pelo estudo de Silva, uma vez que a doença é uma das mais comuns entre a população idosa, estando presente em mais da metade das pessoas acima de 60 anos.
O diabetes, com prevalência de 25% entre idosos, é outra enfermidade afetada pelo nível de atividade física. “Há estudos indicando que exercícios respiratórios aumentam a sensibilidade do organismo à insulina”, comentou a professora da Unifesp.
Esse efeito é importante para as pessoas em cujos organismos a insulina não atua de maneira eficiente. “A resistência à insulina tem alta prevalência na população idosa e se caracteriza pela menor resposta à insulina, com aumento discreto da glicemia e da insulinemia. Estes fatores juntos contribuem para a obesidade e o aumento do risco de doenças cardiovasculares”, disse.
As mulheres são as que mais se beneficiam da prática de atividades físicas, no caso levantado em São Caetano do Sul. Guiomar conta que a pesquisa se restringiu ao público feminino porque ele representa a grande maioria dos participantes do programa.
A professora ressalta que não são completamente conhecidas as razões que levam a menor participação masculina nessas atividades. “Sabemos que a mulher tem expectativa de vida um pouco maior do que a do homem, aumentando a frequência de mulheres viúvas e sozinhas, porém esse fato não explica a absoluta ausência masculina”, disse.
Segundo Silva, o estudo destaca o fortalecimento da medicina preventiva, área que se encontra em crescimento e tem laços com a educação física. “A prescrição de medicamentos ainda é preponderante na prática médica. Podemos diminuir esse consumo de remédios com métodos de prevenção baratos e simples como a atividade física”, sugeriu.
Fonte: Agência FAPESP - Acesse Aqui
Mais exercício e menos remédio
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Exercício físico na adolescência minimiza risco de problemas mentais na terceira idade
0 comentáriosExercício físico na adolescência minimiza risco de problemas mentais na terceira idade
Os adolescentes fisicamente ativos apresentam riscos menores de sofrerem deteriorações mentais na terceira idade, sendo que este efeito do exercício físico é mais notável nas mulheres, revela um estudo publicado no Journal of the American Geriatrics Society.
Foram utilizados dados de 9344 mulheres com 65 anos ou mais, que foram questionadas sobre a regularidade da prática de exercício durante a sua adolescência, aos 30 e aos 50 anos. As suas funções cognitivas também foram avaliadas.
Segundo os resultados, aquelas que praticavam exercício com regularidade em qualquer idade, tiveram um risco menor de debilitações mentais, quando mais velhas. No entanto, os benefícios foram mais visíveis nas mulheres que eram ativas na adolescência.
Apenas 8,5 por cento das que eram ativas nessa época ficaram mentalmente debilitadas mais tarde, em comparação a 16,7 por cento daquelas que foram sedentárias na adolescência. Após ajustar as diferenças entre os grupos e fatores de risco como diabetes, os investigadores concluíram que a atividade física durante a adolescência estava associada a um risco 35 por cento menor de debilitação cognitiva mais tarde.
Artigo: Middleton L.E. et al, Physical Activity Over the Life Course and Its Association with Cognitive Performance and Impairment in Old Age. Journal of the American Geriatrics Society. 2010;58(7):1322-1326
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Rodrigo Mateus Farias
Educador Físico
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Postado por CELAFISCS às 11:18
Dead-Line Tema Livres Prorrogado - 20 de Julho de 2010
0 comentáriosEm virtude da Copa Do Mundo e o grande número de acessos em nosso sistema, o que dificultou o envio de alguns trabalhos, o Dead-Line para os Tema Livres para o Simpósio Internacional de Ciências do Esporte foi prorrogado para o dia - 20 de Julho de 2010.
Caso tenha alguma dúvida de como realizar o processo de envio de Temas Livres, seguem os seguintes contatos: e-mail e msn : simposio@celafiscs.org.br / 4229-8980 ou 4229-9643 skype: maysa.calmona
Acesse o SITE DO SIMPÓSIO 2010
Postado por CELAFISCS às 12:47
Capacidade Funcional em Idosos Dinapênicos e Obesos.
0 comentáriosCapacidade Funcional em Idosos Dinapênicos e Obesos.
CELAFISCS – Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul.
A população mundial esta envelhecendo e isto não é surpresa para mais ninguém. O problema é que com este envelhecimento as incapacidades funcionais vão surgindo e esta situação aumenta os gastos com a saúde pública. Não obstante, um prejuízo da capacidade funcional aumenta o número de internações, piora a qualidade de vida, deixa o idoso mais dependente e aumenta o risco de quedas. Para se ter uma idéia deste problema, segundo o Centro de Estatística de Saúde dos Estados Unidos pelo menos 15% da vida de um idoso será destinada a alguma incapacidade funcional.
Com relação às características morfológicas, também está claro o aumento da adiposidade corporal e redução da força muscular com o avanço da idade. Estas duas características envolvidas no processo de envelhecimento interferem de forma incisiva na capacidade funcional e foi exatamente isto que dois pesquisadores (Danielle R. Bouchard e Ian Janssen)
da Universidade de Queen, na cidade de Kingston, no Canadá observaram em 2.039 indivíduos, com idade igual ou superior a 55 anos participantes do U.S. National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES). Os idosos (homens e mulheres) foram divididos pelo quartil de gordura corporal total e força muscular. Desta forma, foram estabelecidos quatro grupos, sendo eles: não dinapênico e não obeso, só obeso, apenas dinapênico e dinapênico/obeso.
Para mensurar a gordura corporal e a força muscular foi utilizado do DEXA e a extensão de joelho no dinamômetro isocinético, respectivamente. Já para a capacidade funcional foi realizado o teste de velocidade de andar (objetivo) e a utilização de cinco questionários sobre as funções físicas que eles conseguiam realizar (subjetivo).
Vale lembrar que o termo “Dinapenia” foi proposto por Clark BC e Manini TM em 2008 para se referir à perda da força muscular com o avanço da idade.
O problema principal em questão era se a dinapenia ou a obesidade exerciam o mesmo efeito sozinhas na capacidade funcional desses idosos ou a associação dessas condições pioravam a capacidade funcional.
Os resultados apontaram que na velocidade de andar 36,1% dos dinapênicos/obesos, 24,1% dos dinapênicos, 18% dos obesos e 12,2% dos não dinapênicos e não obesos apresentaram dificuldade em realizar o teste. A diferença média entre os não dinapênicos e não obesos para os dinapênicos/ obesos, no teste de velocidade de andar, foi de 0.14m/seg., o que representou 14,9% em termos percentuais. Entretanto, se esta velocidade fosse para percorrer uma distância de 20 metros, isto representaria um aumento de quase 3 segundos, o que tem importante influência nas atividades da vida diária como, por exemplo, atravessar uma rua.
Com as respostas dos questionários foi obtido um score de 0 a 15, em que 0 é o pior e 15 o melhor. Os resultados indicaram para o mesmo sentido, isto é, os dinapênicos/obesos foram os que obtiveram os piores scores.
Desta forma os autores concluem que a obesidade e a dinapenia prejudicam a capacidade funcional em idosos, porém, quando estas duas condições estão associadas o prejuízo é ainda maior.
Referência.
Bouchard DR. and Janssen I. Dynapenic-Obesity and Physical Function in Older Adults. Journal Gerontol. A Biol. Sci. Med. Sci. 2010;65A(1):71–77.
Prof. Mauricio dos Santos
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Postado por CELAFISCS às 12:40
Estagiário Celafiscs em Tour Cientifico.
0 comentáriosCaros Colegas,
Após um longo tempo sem dar notícias, quando muitos pensavam que eu estava morto, aqui venho eu contar um pouco da experiência que estou vivendo nos útlimos 20 dias.
ACSM
Gigante! Enorme! Os Melhores!
São algumas palavras que descrevem esse evento que alguns de vocês já tiveram a oportunidade de estar presente!
Como comentei com o Dr. Victor, o que mais fiquei impressionado é com o nível e profundidade das discussões científicas. Enquanto um palestrante "fera" dos quais temos a oportunidade de ler em alguns artigos e livros está realizando uma apresentação, colegas tão reconhecidos quanto eles assistem! Ahhh também tem aqueles alunos de graduação que perdidos no auditório!
Entretanto consegui descrever o congresso em: Angústia de Tempo! Estavam ocorrendo mais de 25 salas dos mais interessantes temas AO MESMO TEMPO! Em qual devo ir? Mas vou acabar perdendo a outra! uahuahuaa
Brincadeiras à parte foi uma experiência maravilhosa que espero vivênciar muitas vezes!
Quanto às anotações like Dr. Victor, me perdoem mas ainda não desenvolvi tal habilidade. Tenho alguma no meu caderno mais quando voltar ao Celafiscs pretendo compartilhar com vocês!
Universidade de Massachusets
Após o Congresso vim para a Universidade de Massachusets visitar o laboratório da Priscilla Clarkson (Biologia Muscular).
Brevemente (no Celafiscs conto com mais detalhes) estão sendo realizados dois grandes estudos:
- O efeito da estatina na função muscular. A estatina vem sendo utilizada para redução dos nível de LDL, entretanto alguns sujeitos que utilizam tal medicamento sofrem com mialgia (principalmente indivíduos com mais de 40 anos).
THOMPSON et al. JAMA 2003; 289(13): 1681-1690 (só tenho ele impresso! Maurício baixa por pessoal ai! huahauh)
- Efeito do Fumo na função Muscular. Relatos da Army US tem mostrado maior incidência de lesões em fumantes do que em não fumantes.
Objetivo do estudo: reparo muscular em fumantes e não fumantes. Mecanismos?
Também tive a oportunidade de visitar o laboratório da Patty Freedson (AF e Saúde). O carro chefe desse lab é a acelerometria.
Projetos:
- Validação de um novo acelerômetro (IMS - Integrate Majorament System). Acelerômetro em 3 eixos (longitudinal, transversal e sagital).
Meds Gem - Gasto Energético Repouso por meio do ciclo inspiratório e célula de O2.; PA; peso e estatura; Oxicom VO2máx c
om Oxicom são realizadas as atividades do dia a dia (sentar, levanter, deitar, digitar, caminhar 3miles/hour e 4 miles/hours e com inclinação; pedalar, carregar caixa, jogar tênis),
- Rede Artificial Neural (reconhecimento do padrão de atividade física por meio de percentil de accelerometria - IMS e Actigraph)!
(em anexo um artigo que explica bem como funciona essa rede artificila neural)!
Na próxima semana estou indo para Boston. Vou assistir comemoração do 4 de julgo (independência) e vou visitar a I-Min Lee na Universidade de Harvard.
Abraços a todos e saudades!
Leandro Rezende
Postado por CELAFISCS às 12:21
Certificação Promoção da Atividade Física - CELAFISCS & ABQV
0 comentáriosCertificação Promoção da Atividade Física - CELAFISCS & ABQV
Em sua 10ª edição do Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida, a ABQV – Associação Brasileira de Qualidade de Vida – traz palestrantes de renome nacionais e internacionais, para abordar o tema Sustentabilidade para o bem-estar e Qualidade de Vida,
Temos a certeza de que, mais uma vez, essa rica programação será fundamental para vocês, Congressistas, que estarão conosco nestes 10 anos deste que é considerado o maior evento de qualidade de vida do Brasil.
Diante de nossa proposta em oferecer uma programação diversificada, trazemos este ano, como novidade, a Certificação em Stress, Atividade Física e Coaching Internacional, além de palestras temáticas e apresentação de Cases e Debates, com temas atualizados, conteúdo variado e prático.
Estaremos ainda oferecendo a oportunidade de se identificar alternativas de abordagem, que contribuirão para resultados sustentáveis e perenes.
A vocês, palestrantes, congressistas e patrocinadores, muito obrigado por estarem conosco nestes 10 anos de Congresso. Nosso sucesso também se deve a vocês.
Venham estar conosco nesta nova edição, pois, com certeza, a presença de vocês fará a grande diferença neste evento.
Com carinho,
Cecilia Cibella ShibuyaVice-Presidente de Eventos e Relações Institucionais da ABQV
Postado por CELAFISCS às 09:40
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